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Fotometria e Flash

Costumo dizer que a boa fotografia é sustentada por 3 pilares, criatividade, harmonia e técnica, e um não vive sem o outro.

No campo da técnica, talvez os aspectos mais desafiadores sejam a fotometria e o uso do flash. É comum ver fotógrafos iniciantes e mesmo profissionais experientes terem que corrigir fotos que ficaram escuras ou claras, assim como descartarem imagens pois o flash deixou aquele branco estourado no primeiro plano e o fundo da foto mal iluminado.

Em geral estes erros decorrem da fotometria imprecisa. Muitos fotógrafos se orgulham de fotografar apenas em modo M (manual), mas para todo lado que apontam suas câmeras eles obedecem o fotômetro da câmera tentando ter uma fotometria “zerada”, com o indicador do fotômetro centralizado. Isso é exatamente a mesma coisa que fotografar em modos automáticos como P, Av e Tv. Outros tentam soluções místicas como fotometrar na palma da mão, o que em geral não funciona.

O resultado são horas e mais horas gastas no Photoshop tentando corrigir aquilo que poderia ter saído certo de dentro da câmera. Afinal, escolhemos ser fotógrafos ou operadores de computador?

Foi da observação desse problema que criei, há quase dez anos, o primeiro curso de fotometria oferecido no Brasil. Pouco tempo depois também fui o pioneiro a ministrar cursos de iluminação com flashes dedicados (TTL), logo em seguida optei por unir os dois, nascendo então o curso Fotometria + Flash.

Ao longo do tempo foram realizadas 16 turmas de fotometria, sendo as 5 últimas já no formato que adicionou o flash ao conteúdo, todas com um excelente aproveitamento por parte dos alunos. O formato inclusive foi copiado ou adaptado por diversas escolas e outros professores, o que me deixa de certa forma lisonjeado pois se outros profissionais resolveram seguir a mesma linha que eu havia traçado, é por que é um bom caminho.

Seja para o bem ou para o mal, as ocupações de meu estúdio me deixaram sem tempo e estressado demais para continuar com as aulas e isso me forçou a um afastamento temporário. Nesse período continuei recebendo e-mails e telefonemas de pessoas interessadas em melhorar suas habilidades nos campos da fotometria e do uso de flash dedicado.

Sendo assim, atendendo a pedidos o curso Fotometria + Flash está de volta em seu formato intensivo, concentrado em 3 dias de atividades práticas nas quais cada assunto é treinado e vivenciado pelos participantes com seus próprios equipamentos.

Vejam o conteúdo do curso:
- O que é fotometrar;
- Como funciona o fotômetro da câmera e quando ele erra;
- Os modos de medição (pontual, parcial e matricial) e suas diferenças práticas;
- O funcionamento do fotômetro de mão;
- Vantagens e desvantagens entre fotômetro de mão e da câmera;
- Histograma - o que é, como funciona e como deve ser interpretado;
- Latitude de exposição e contraste;
- Flash TTL e Flash Manual - o que é e como funciona;
- A fotometria com o uso do flash;
- O flash como luz principal e como luz de preenchimento;
- Acessórios para flash - coisas úteis e inúteis;
- Como unir o flash à luz do ambiente;
- Filtragem de luz do flash.

O investimento é de R$550,00 e a carga horária do curso é de 19hs. As aulas são 100% práticas. Embora haja embasamento teórico ao longo de todo o curso, essa teoria é vista durante as práticas, de forma que o conteúdo fique mais claro e fácil de compreender.

Quem tiver interesse no curso basta ligar para (11) 3105-7792 e falar com Vanessa.

Se tiverem dúvidas sobre o conteúdo, perguntem aqui nos comentários que eu vou respondendo.

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Armando Vernaglia Jr
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cartaz sao paulo - cartaz sao paulo

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Números, o que fazer com eles?

Não sei bem em qual ponto da história o ser humano passou a ser fascinado pelos números, se foram os gregos ou os egípcios, ou alguém antes deles, o fato é que hoje todo e qualquer profissional se cerca de um amontoado de números e em geral não sabe bem o que fazer com tanta informação.

Quer exemplos?

No momento em que escrevo este parágrafo, o Blog do Vernaglia tem 134.753 visitas acumuladas desde sua criação, há quase três anos. Minhas fotos no Flickr foram vistas 46.732 vezes sendo que só hoje uma foto da cidade de Santos foi visitada por 12 pessoas. Comecei a “twitar” há poucos dias e estou lá seguindo 26 pessoas e sendo seguido por 23. Meu site portfólio tem uma média de 40 visitas diárias e assim vai indo para outras estatísticas do Flickr, do Vimeo, Google e assim por diante.

É importante ter clareza de que não adianta nada saber esses números se não houver uma utilidade prática para eles e mais ainda, não adianta nada ter números gigantescos se eles não se convertem em algo aproveitável em sua vida ou nos negócios.

Isso é fundamental pois é inútil ter um milhão de seguidores no Twitter ou quem sabe dezenas de milhares de vistas diárias em seu portfólio se nenhuma delas se transforma numa nova oportunidade de negócio, um pedido de orçamento, uma consultoria enfim, dinheiro no bolso.

Aprendi isso ainda no tempo da faculdade de publicidade, quando víamos maravilhados os índices de audiência das redes televisivas mais importantes, nos quais cada ponto de audiência valia sei lá quantos lares e pessoas acompanhando um determinado programa.

E embora nenhum funcionário de televisão admita isso, a audiência não serve para absolutamente nada se não for qualificada. E por “audiência qualificada” entenda que são pessoas que compram os itens anunciados nos intervalos comerciais ou merchandisings da vida. “Qualificado” não é alguém formado com bom currículo, nem alguém de classe A, B ou Y, mas alguém que queira comprar o que você oferece e tem dinheiro naquele momento para isso.

O mesmo raciocínio vale para profissionais de imagem. Se um milhão de pessoas viu seu portfólio e você não vendeu nada, apesar do aparente sucesso de um milhão de visitas, você é um tremendo fracasso comercial. Pense nisso mas não se desespere ainda.

O que você precisa fazer é buscar audiência qualificada, ser visto por quem importa e não pelo maior número de pessoas. Você até pode tentar atingir muita gente achando que no meio da massa haverá alguém comprando, mas gastará tempo e investirá muito para ter pouco retorno

Não há uma regra fixa sobre como encontrar o público certo, cada segmento de mercado tem sua lógica própria e são infinitas as variações, mas uma lógica geral pode ser resumida com a seguinte frase: esteja onde seu público está e seja como ele é.

Fazendo isso você será conhecido por quem realmente interessa e se for bom no que faz, passará a ter audiência qualificada.

Ok, foram dois artigos em um mesmo dia! A terceira e última parte desta série chega provavelmente na segunda feira.

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Santos (san006)

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O mercado atual.

Faz tempo que não posto nenhum artigo, felizmente isto se deve a muita ocupação por aqui então peço desculpas aos amigos e leitores pela ausência.

Ainda no ano passado prometi escrever sobre o mercado atual e também comentar ferramentas de marketing úteis e inúteis para profissionais de imagem, este artigo é o primeiro dessa nova série.

O mercado mudou, já sabemos disso, mas há fatores que devemos considerar quando confrontamos o hoje com o ontem, a saber:

- hoje há mais concorrência em todas as áreas, com mais oferta em serviços de imagem;
- as crises financeiras deixam empresas temerosas em fazer grandes investimentos, daí acontece a retração na demanda por serviços considerados supérfluos pela maioria dos donos de empresas;
- entenda que foto, vídeo, logotipo novo, ilustração, tudo isso é visto como supérfluo pelo dono da empresa, salvo exceções;
- quando há mais oferta e menos demanda, temos obrigatoriamente uma forte pressão sobre os preços praticados pelos prestadores de serviço;
- o conhecimento está mais disponível e os equipamentos cada vez melhores, com isso ter diferenciais técnicos sobre a concorrência é cada vez mais difícil. Se hoje você fotografa, filma ou desenha melhor que seu vizinho, amanhã pode ser o contrário se ele passar uma noite na internet estudando e treinando, sendo assim estude mais;
- os equipamentos estão mais acessíveis por isso gastar fortunas nisso em geral é bobagem, aprenda a extrair o máximo de materiais que custem menos.

Conclusão: o mercado está encolhendo pois há menos gente pagando para mais gente prestando serviço. Isso vem acontecendo há anos, não é novidade.

Há quinze ou vinte anos, era possível ter grande rendimento vendendo fotos para bancos de imagem, bastava fotografar bem e ter uma produção constante para receber centenas ou milhares de dólares mensais. Hoje para fazer dinheiro com banco de imagens você precisa produzir dez vezes mais e ganhará dez vezes menos. Não significa que não seja possível fazer dinheiro neste segmento, apenas é mais difícil.

Outros mercados sofrem saturação semelhante e consequentemente dificuldades iguais. Um fotógrafo de casamento de alto nível poderia fazer poucos casamentos por mês e viver muito bem, hoje precisa fazer mais, se possível ter uma equipe e conseguir cobrir dezenas de eventos por mês, ganhando no volume de trabalho.

Isso tudo é bom e ruim ao mesmo tempo. Depende de sua criatividade descobrir pequenos segmentos ainda rentáveis, explorá-los e sair deles quando estiverem saturados, também depende de você ter a melhor técnica na execução de seu trabalho que seu cérebro permitir pois é isso que irá lhe garantir executar trabalhos de qualidade rapidamente.

Mas principalmente, depende de você a disposição para entender que o mercado hoje exige de um profissional de imagem trabalhar bem mais do que trabalhava, esqueça os horários livres no meio da semana, se sobrar um minuto, gaste ele estudando e divulgando seu trabalho.

Nos vemos em breve com um artigo sobre números e estatísticas… é, você precisará disso.

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Museu do Ipiranga (Paulista Museum) (015)

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Feliz Natal, Merry Christmas, Feliz Navidad, Joyeux Noël, Buon Natale, Frohe Weihnachten… =^)

Esta é minha forma de desejar a todos um Feliz Natal, com muita saúde, alegria e tudo mais que todos merecem! =^)

Veja o vídeo em HD: www.vimeo.com/8099902

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Crise de Imagem - o Caso HSBC

Dias atrás o banco HSBC deu início a uma ação de marketing chamada Palco HSBC, entre os muitos braços desta ação, um envolvia a realização de um concurso fotográfico através do site Flickr, maior rede social de fotógrafos do planeta.

A crise de imagem começa com o regulamento do referido concurso que foi muito mal recebido pela comunidade fotográfica, especialmente por aqueles que como eu, atuam profissionalmente como fotógrafos.

A revolta não aconteceu por acaso, o regulamento continha afrontas claras a lei número 9610/98, também conhecida como Lei de Direitos Autorais, que passavam por uma cessão irrestrita de direitos das imagens para que o banco utilizasse como bem entendesse, fosse para os fins do concurso ou até para campanhas publicitárias de alcance mundial, entre outros pontos.

Iniciou-se assim uma enorme gritaria na internet, o grupo Palco HSBC no Flickr foi tomado por queixas, dezenas de fotógrafos colocaram a mensagem “Diga Não Ao HSBC” em seus avatares e perfis públicos, diversos blogs publicaram textos contra o banco e levaram adiante a mensagem negativa, no Twitter e nas listas de discussão por e-mail ocorreu o mesmo. Ilustradores e designers se juntaram a causa e também ecoaram o brado “Diga Não Ao HSBC”.

O número de pessoas atingidas pela mensagem passou da casa das milhares em poucas horas, o estrago na imagem do banco estava feito.

Fotógrafos, ilustradores e designers são um ótimo público para bancos, muitos precisam ter contas para pessoa física e jurídica, alguns recebem pagamentos do exterior, tomam empréstimos para comprar equipamentos caros, compram serviços de seguro, enfim, são clientes desejáveis por qualquer instituição financeira, e logo junto a este público o eco negativo se alastrava com força.

Veio então a público o diretor de marca e digital do HSBC, Sr. Carlos Alves na tentativa de apagar o incêndio, informou sobre a imediata reformulação do regulamento e tentou apaziguar ânimos mas já era tarde, a desconfiança reinava.

O novo regulamento do concurso veio, bastante melhorado em relação ao anterior pois retirou os pontos potencialmente ilegais, evidenciou a necessidade de inclusão de créditos aos autores e deixou mais claro que caso as imagens fossem usadas posteriormente em campanhas, haveria pagamento negociado com os fotógrafos vencedores do concurso.

Ainda há falhas no regulamento, falta clareza na definição de pontos que envolvem a tal ação “Palco HSBC” na qual as fotos serão usadas. A discussão ainda acontece no Flickr e em listas, fóruns e blogs pela internet, um pouco mais morna é verdade, mas é possível dizer que a imagem negativa deixada no início não foi apagada nem corrigida até o momento.

Como evitar um papelão desses? Uma palavra apenas: PLANEJAMENTO.

Com um pouco de planejamento haveria o cuidado de por exemplo, consultar o público potencialmente atingido e verificar se o regulamento condizia com os interesses dessas pessoas, contratar um advogado especializado em imagem também seria útil para evitar afrontar uma lei tão conhecida.

Apesar das medidas necessárias serem simples, o descuido, a pressa e a contratação de uma agência de publicidade ruim fizeram com que uma grosseira bobagem como essa fosse feita e gerasse tanto estrago.

Fica a dica para todas as empresas, se vão fazer um concurso de fotos, consultem fotógrafos e associações de classe, além de dar uma boa lida nas leis pertinentes. E para fotógrafos, leiam com atenção os regulamentos de concursos, em caso de dúvidas consultem advogados antes de realizar a inscrição, se for o caso, reclamem, tornem a insatisfação pública, pois só assim as empresas irão aprender a trabalhar de maneira mais ética, planejada e respeitosa.

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Ps.: Ilustro com uma foto de vinho que fiz recentemente, assim levanto um brinde aos fotógrafos que iniciaram e propagaram este levante contra um regulamento leviano, foi um dos raros momentos em que vi a classe fotográfica unida.

Um brinde à união - Vinho005

A Importância da Fotografia - 2.0

Outro dia ouvi a seguinte pergunta: “Por que você é fotógrafo?” Respondi com uma frase que de tão presunçosa pareceu a mim mesmo um pouco absurda: “Por que é a profissão mais importante do mundo”. Parei para pensar um pouco no que havia dito e concluí que não estava tão errado e que de fato se não era a mais importante, com certeza estaria no “top 10” das atividades fundamentais para a existência da humanidade.

A fotografia é um meio de expressão que pode ser usada de variadas formas, no jornalismo comunica as notícias, nas revistas de fofoca mostra a vida de celebridades, nos anúncios faz todo o trabalho de encantamento para a venda e ainda a vemos em relatórios, sites, palestras, livros e tantos outros meios com finalidades diversas. 

A televisão e o cinema só existem graças aos avanços técnicos que deram origem à fotografia, a web 2.0 só é tão interessante pois temos vídeos e fotos bonitas e coloridas, se fosse apenas texto eu queria ver tanta gente conectada esse tempo todo.
Indo mais longe, nós só temos idéia de como fomos quando crianças pois vimos fotos, e também só sabemos como eram nossos pais mais jovens pelo mesmo motivo. Nossa história foi contada por fotos, é nossa memória.

Imagine agora uma vida sem fotografia, sem registros de criança nem as fotos que denunciaram o horror das guerras ou a fome na África. Os anúncios seriam como os velhos cartazes feitos por Lautrec. Televisão e internet? Esqueça, elas não teriam nascido.

Podem levantar a bandeira e dizer que haveria ilustração, tipografia e tudo mais, de fato. Mas o diferencial da fotografia, quando comparada a outras formas de construção de imagem é o fato dela ser realista por natureza, as coisas precisam existir na frente da câmera para serem retratadas, interpretamos uma fotografia como algo real, se o produto é bonito na foto, assim nos parece a realidade, se uma empresa parece bem organizada e produtiva na foto, assim é a impressão que teremos dela.

Mas mesmo com toda a importância, seja como documento histórico ou como meio de comunicação social que independe do verbo, a fotografia é muito maltratada. Não há cultura visual em nosso país, não entendemos que uma boa fotografia vale mais do que milhões de palavras.

Somos analfabetos fotográficos, achamos que foto serve apenas para enfeitar um site, um catálogo ou a sala de estar. Nunca vi um manual de identidade visual que contemplasse orientações sobre o estilo fotográfico a ser usado por uma empresa, preocupam-se com o logotipo que ocupará menos de 10% da página e esquecem de pensar no que irão dizer com aquela foto que ocupará os outros 90%.

No final a fotografia é como o ar em nossos pulmões, é tão presente e fundamental, que só iremos notar sua absoluta importância quando estivermos sem ela, rodeados apenas por essas fotografias genéricas de bancos de imagem free, será como estarmos rodeados por ar poluído e tóxico, ficaremos doentes, cansados e deprimidos. Aí quem sabe compreendamos a falta que fazem as boas fotografias, feitas de forma responsável por bons profissionais, gente que estuda e pesquisa, assim como na medicina, na engenharia, na arquitetura e nas outras poucas profissões que podem rivalizar em importância com a fotografia.
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PS.: esta é uma versão atualizada do artigo que publiquei na Casa do Galo.

PS2.: Ilustro este texto com uma foto que fiz, em um belo amanhecer na cidade de Mongaguá, litoral sul de São Paulo, e que demonstra o que costumo dizer, sem estudo, treino e técnica apurada, uma foto dessas não acontece.

Mongagua008 - Amanhecer em Mongaguá, litoral sul de São Paulo

Criatividade X Técnica

Há um mito na fotografia de que o aprendizado com profundidade da técnica pode limitar a liberdade criativa. Ouvi diversas vezes isso, dito por alunos e por pseudo profissionais que conheci ao longo dos anos.

Esse mito também acontece em outras áreas, é comum ouvir algo semelhante na música e na pintura, provavelmente ele exista em todas as formas artísticas de expressão que conhecemos.

Devo dizer que aprender algo em profundidade jamais irá cercear ou reduzir sua liberdade criativa, isso é uma imensa bobagem pensada por muitos e repetida por outros tantos, mas é bobagem, nada mais do que isso.

Imagine por um momento se Leonardo da Vinci pudesse imaginar o sorriso da Mona Lisa mas não tivesse a técnica do sfumato para realizá-lo. Podemos também pensar que Michelangelo poderia ter várias idéias sobre sua Pietà, mas caso não soubesse de todas as técnicas e sutilezas da escultura em mármore não chegaria a lugar algum.

Saindo da área artística e entrando no mundo esportivo, qualquer um de nós é capaz de correr 100m, mas fazer isso em menos de dez segundos exige técnica, desde o controle da respiração, passando pela forma de pisar, de mover braços, ombros e de ter controle absoluto sobre mente e corpo. São treinos exaustivos para atingir os resultados.

Mais um exemplo? Vamos lá, Michael Schumacher nunca seria o maior campeão de toda a história da Fórmula 1 se não dominasse a mecânica e engenharia por trás dos carros que pilotava. Ele sabe ajustar tudo no carro para obter os resultados e isso é fruto de técnica, estudo e treino.

Por isso tudo, vamos encerrar definitivamente com esse mito de que estudar limita a criatividade, pois é exatamente o contrário, quanto mais técnica existir em seu repertório, mais recursos você terá para dar vazão à criatividade.

Costumo dizer nas minhas aulas que um fotógrafo dominar a escolha de lentes, compreender o ângulo de visão e os efeitos de perspectiva, executar uma fotometria perfeita, ter compreensão da luz, da sombra e dos contrastes, ser rápido e atento o para nunca ter uma foto fora de foco, tudo isso são obrigações e não diferenciais.

É bom que se diga que uma coisa é ter técnica e cometer erros, todo ser humano erra inclusive os gênios que citei anteriormente, mas se em cada 100 fotos que você fizer, você tiver que corrigir luz, enquadramento, ou o foco não estiver preciso, ou houver tremidos em umas 10 delas, você está muito mal em sua técnica.

Uma boa margem de erro em minha opinião é de uma foto em cada cem, se você atingir esse nível, tendo que apagar uma em cada cem fotos feitas, está ótimo. Se ainda não consegue isso, estude e treine mais até conseguir. Você irá passar menos tempo no computador corrigindo coisas, entregará trabalhos melhores aos seus clientes e merecerá o dinheiro que eles pagam.

Falando nisso, e já vendendo meu peixe, na AGENDA tem novidades, nova turma de Fotometria e Flash, em formato intensivo, renovado e melhorado. Esse é o curso ideal para quem busca consistência de resultados, com ou sem flash, em qualquer situação de luz.

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Ponte Hercílio Luz - Florianópolis

ps.: ilustro este texto com esta foto que fiz em Florianópolis e que demonstra a importância do domínio técnico sobre a luz, feita com filme positivo (cromo), com o uso de filtros graduados de densidade neutra e de correção de cor, sem nenhum photoshop.

Mais fotos… e uma reflexão.

Acho que vou alternar entre artigos e fotos, que acham?

Além das fotos, gostaria de compartilhar uma reflexão com vocês.

Quando estive na Itália, vi obras magníficas produzidas por nomes incontestáveis como Da Vinci, Michelangelo, Andrea Pozzo, Filippo Brunelleschi e tantos outros. Há algo em comum entre estes gênios: eles dedicavam-se integralmente às suas obras.

Eram seres capazes de ficar anos e anos em um projeto, aturando reclamação de seus clientes, sim, estes artistas tinham clientes assim como nós, não faziam arte pela arte. Exatamente como acontece com cada um aqui, eles tinham que pagar contas, comer e tudo mais. Os clientes eram mecenas, banqueiros, a igreja, entre outros, e que estipulavam prazos irritantes, pagavam menos que o merecido e ainda atrasavam, assim como acontece hoje.

Mas estes nobres nomes que citei, entre outros, nos deixaram uma herança maravilhosa, com grandes descobertas, novas técnicas, outras formas de ver e de pensar.

Daí a reflexão que quero deixar. E nós, faremos o mesmo? Iremos além da mediocridade e deixaremos algo de real valor para as próximas gerações? Pensaremos além do óbvio, produziremos além do banal? Seremos nós capazes de nos colocar em longos e sacrificados projetos, com pouco dinheiro e reclamações o tempo todo, para assim conseguirmos construir algo que tenha valor para o ser humano?

É para pensar. Seguem fotos que ilustram um pouco do que vi por lá.

Piazza del Capidoglio

Gloria di Sant\'Ignazio, de Andrea Pozzo

Firenze

Roma e Vaticano

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Algumas fotos - centro de São Paulo

Olá pessoal, devido a compromissos profissionais não pude escrever um artigo para esta quinzena, então resolvi substituir por algumas fotos, afinal sou fotógrafo. =^)

Espero que gostem, fiz uma seleção de imagens do centro de São Paulo.
Grande abraço a todos, nos vemos em breve.

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Edifício Altino Arantes - Edifício Altino Arantes, centro de São Paulo

Vale do Anhangabaú - Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo

Prédio Martinelli - Prédio Martinelli, no centro de São Paulo

Viaduto de Santa Ifigênia - Viaduto de Santa Ifigênia, em estilo Art Nouveau, no centro de São Paulo

Pateo do Collegio - Pateo do Collegio, local onde São Paulo foi fundada

Dois anos e quase 70.000 visitas depois.

O tempo passa rápido mesmo, dois anos de Blog do Vernaglia. Nesse tempo foram quase 70.000 visitas, 47 artigos publicados, este aqui é o quadragésimo oitavo, mais de 275 comentários feitos por 130 pessoas diferentes, um monte de gente enviou meus textos por e-mail, este blog foi “linkado” por vários outros, fiz novos amigos, enfim, muitas coisas boas e poucas ruins aconteceram por aqui.

Os textos mais vistos e comentados foram: Encheu o Saco, Um Ano e 20.000 visitas depois, O Individual e o Coletivo, Feliz Natal em 1000 Imagens, O Preço e o Valor e Ética.

Depois disso tudo, só posso agradecer a todos que por aqui passam e que de alguma forma participam deste espaço e por conseqüência da minha vida.

Tenho programado muitas mudanças para este blog, bem como para minha vida profissional e aproveitarei para colocar algumas aqui.

A primeira é a abertura do Papo do Blog, uma lista de discussão que complementa o blog e aumenta a possibilidade de interação entre os leitores e amigos. A lista é aberta a todos que queiram participar, sugerir temas para futuros artigos, conversar sobre fotografia, vídeo, cinema, marketing, publicidade e tantos outros assuntos, então seja bem vindo, inscreva-se na lista do Blog do Vernaglia e seja bem vindo ao papo.

Com a inauguração da lista, estou desativando o mailing, de agora em diante quem quiser apenas ler os artigos, pode recebê-los via RSS (link no menu da direita desta página), e quem quer interagir, conversar e participar entra no grupo de discussão.

Mudando de assunto, passando para a área de cursos e palestras, algumas mudanças foram necessárias e tenho certeza de que todas foram para melhor. A escola Riguardare que gentilmente abriga meus cursos está preparando uma grande reformulação de sua grade curricular, muitas e ótimas novidades estão por vir. A primeira já está em funcionamento, com a primeira turma do Curso de Fotografia Autoral.

Estou desenvolvendo alguns projetos para a escola, são cursos inovadores e diferenciados, feitos com muito carinho, estudo e pesquisa, sempre com um olho no futuro, nas novas tecnologias e novidades do mercado de imagem, aguardem pois coisas boas virão em breve.

Enfim, são dois anos e quase 70.000 visitas, é bem possível que passe desse número durante a quinzena em que este texto ficará no ar. Só posso dizer mais uma vez, muito obrigado a todos vocês.

Nos vemos em quinze dias com um texto que versará sobre como iniciar no mercado de fotografia, respondendo aos vários e-mails que recebo com essa pergunta.

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Festa - Fogos de Artifício

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