A Importância da Fotografia (Parte 2)
No texto passado comecei a tratar da importância da fotografia na comunicação de empresas, hoje continuarei nesta temática tratando de aspectos ainda não vistos, além de aprofundar o que já foi dito.
É importante lembrar que a fotografia não funciona sozinha, ela sempre está inserida em contextos, podendo ser impressa num catálogo ou anúncio, exposta num pôster em uma feira de negócios, como chave de atenção dentro de um cardápio de restaurante, ser o elemento de destaque na decoração de um ambiente, figurar em um web site, entre outras possibilidades de usos e contextos que devem ser levados em consideração antes e depois da produção fotográfica propriamente dita. Uma fotografia adequada para decoração de uma sala nem sempre é indicada para ilustrar um catálogo, apenas para exemplificar.
Imagine ser contratado para produzir fotos que sirvam como elemento atrativo no site de uma empresa, e também se destinam à capa do catálogo da mesma. Imagens com essas finalidades podem ser mais artísticas, visando o impacto estético. Mas o cliente resolve que pode economizar um pouco e usar as mesmas imagens no interior do catálogo ou folder, assim não terá que pagar pela produção de outras imagens apenas para algo que é uma peça fundamental na mão de vendedores.
A decisão do cliente faz com que a equipe de vendas tenha que explicar os produtos para possíveis compradores pois a imagem não é óbvia nem clara, os vendedores também tem que levar amostras de tudo para demonstrar. Resultado, o cliente percebe seu erro ouvindo as reclamações dos vendedores e observando os gráficos de vendas apontando para baixo. Terá que chamar novamente o fotógrafo para produzir fotos mais evidentes e óbvias dos produtos. As imagens feitas anteriormente devem ser mantidas como capa e como elementos de atenção e decoração no site e nas salas da empresa, que afinal eram os usos originais pretendidos.
Um novo catálogo será impresso, os vendedores terão mais facilidade para concluir as vendas pois a imagem cumprirá com boa parte da informação. Este caso, real por sinal, exemplifica certos cuidados que uma empresa deve tomar, e quando não é hora de economizar, pois só na segunda impressão do catálogo houve um grande prejuízo.
As imagens comunicam muitas informações, se elas não forem adequadas, a equipe de vendas terá que gastar tempo explicando conceitos que poderiam estar nas fotografias. Assim sendo, boas e adequadas fotografias são peças de venda, influenciam nos resultados das empresas e devem ser vistas como parte das estratégias de comunicação e marketing.
A palavra chave é coerência, a fotografia deve ser coerente com o meio em que será inserida e com os propósitos pretendidos, se o que importa é mostrar um produto, ele deve estar inteiro, fácil de compreender. Se ao contrário a intenção é chamar atenção pela estética ou causar impacto, aí existem milhares de jeitos, podemos utilizar macro-fotografia captando um detalhe e assim abstrair o todo, podemos trabalhar com uma iluminação especial com cores não usuais e milhares de outras possibilidades, mas tudo isso depende do contexto da aplicação dessas imagens.
Concluo com duas dicas, você fotógrafo, informe-se sobre as intenções do cliente referentes ao material que será produzido, oriente seu cliente na escolha da linguagem fotográfica adequada. Você consumidor de fotografia, seja uma empresa de prestação de serviços, uma fábrica, uma agência de publicidade; converse com o fotógrafo sobre as possibilidades estéticas, os objetivos do trabalho e o que se pretende com as fotos contratadas. Ter uma comunicação afinada entre todas as partes envolvidas é a chave para que o trabalho seja coerente e possa atingir os objetivos desejados.
Volto em 15 dias, com a terceira e última parte deste texto sobre fotografia, onde tratarei de como escolher um bom fotógrafo, aspectos éticos da profissão e outros pontos importantes. Estejam à vontade para comentar e perguntar.
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